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Recentemente, Diego Cortés correu as bocas do mundo futebolístico. O lateral direito da equipa mexicana presente no Mundial Sub17 marcou um dos melhores golos do torneio, depois de uma brilhante jogada individual. Foi considerado por muitos como o melhor jogador da sua posição, sendo um dos indiscutíveis da sua selecção. Representa o Chivas, jogando nas categorias mais jovens do clube.

Franzino, rápido e com grande agilidade, é assim Diego Cortés. É dono de um grande pulmão, conseguindo andar em subidas e descidas constantes pelo seu corredor durante os 90 minutos. Tem boa capacidade de passe, quer curto ou longo. Uma das suas melhores características é a sua forte capacidade técnica. Dono de um bom toque, drible e controlo de bola,desequilibra muitas vezes as equipas adversárias com os seus lances individuais. Também é dotado de um bom cruzamento.

Defensivamente e tacticamente ainda apresenta algumas dificuldades. É forte a fazer a pressão e a roubar muitas bolas, mas tem algumas dificuldades posicionais. É também várias vezes ultrapassado no um para um, abordando mal os lances e depois tem de correr atrás do prejuízo.

 

O bom cruzamento que tem.

 

Ir ao meio e ficar com a bola.

 

Bom passe longo aqui demonstrado.

 

Aborda mal o lance é é ultrapassado pelo jogador contrário.

 

Boa recuperação de bola e depois a preocupação em jogar logo e movimentar-se para voltar a receber.

 

Aquele que foi considerado o melhor golo do Mundial Sub17.

 

Boa recuperação e depois a subir no terreno com a bola controlada.

 

 

Uma das grandes revelações do Mundial Sub17 foi Francisco Vegenas, defesa central mexicano de 17 anos. O jogador do Pachuca foi a par de Wout Faes o melhor central da prova, não deixando ninguém imune a todo o futebol que colocou em campo. Foi ainda o defesa com mais golos, apontando 3 nos 6 jogos que realizou. 

Dono de um pé esquerdo muito bom para um defesa central, impressionou por tudo o que conseguia dar ao jogo. Bom tecnicamente e com uma enorme elegância a conduzir a bola, conseguiu sair inúmeras vezes a jogar com qualidade a partir de trás. Forte no capitulo do passe, conseguia colocar a bola jogável nos seus médios ou avançados, tanto nas saídas a jogar como depois das recuperações de bola. Transformou muitas vezes uma acção defensiva logo numa ofensiva, recuperando a bola e fazendo logo jogar nos seus colegas mais avançados. Para isto, contribui a boa visão de jogo que tem.

É um defesa central muito rápido e forte, raramente perdendo um duelo em velocidade ou físico. Forte na marcação e antecipação, recuperou muitas bolas e é difícil que seja ultrapassado em duelos de um para um. De cabeça é também muito forte, tendo uma boa impulsão e técnica de cabeceamento. O seu bom pé esquerdo, faz com que até seja marcador de vários livres durante o jogo - que bem os bate. Não tem medo de assumir nada, tendo inclusive marcado um golo de grande penalidade. 

 

O bom jogo de cabeça que tem.

 

Alguns bons lances defensivos. 

 

Sair a jogar com a bola controlada e depois o bom passe.

 

Recuperar a bola e ver logo a movimentação do colega, isolando-o na cara do guarda-redes.

 

Mais um bom passe, desta vez mais longo.

 

O risco que gosta de assumir nas saídas a jogar.

 

 

Outro jogador mexicano em destaque, foi Alan Cervantes, médio defensivo que joga no Chivas. Foi também considerado um dos melhores médios da prova, apesar de ser um jogador que não dá assim tanto nas vistas como outros jogadores. No entanto, o seu trabalho nesta prova foi fenomenal. Um dos indiscutíveis da sua equipa e dos mais importantes para a manobra em campo.

Alan cervantes é um médio silencioso. Um daqueles jogadores que não se dá muito por ele, mas que faz um trabalho fenomenal. Dono de uma resistência física que lhe permite jogar o jogo todo sempre ao mesmo ritmo, era quem compensava toda a equipa. É um jogador muito inteligente e provavelmente o melhor tacticamente que pareceu neste Mundial - sabendo sempre onde se posicionar e que espaços ocupar. Joga sempre de cabeça levantada, a perceber onde estão adversários e colegas de equipa.

Gosta muito de vir atrás começar a construir o jogo e faz isso com bastante qualidade. Muito elegante a jogar e com uma visão de jogo e qualidade de passe sublime, gosta de gerir os ritmos de jogo. Tem boa técnica e toque de bola, jogando com facilidade com qualquer dos pés, sendo o direito o mais forte. Gosta de aparecer algumas vezes mais à frente para rematar, tendo um forte e colocado pontapé. Forte na pressão, recuperou muitas bolas e quando não as recuperava conseguia pelo menos travar os lances ofensivos adversários, sendo uma barreira difícil de ser ultrapassada. Falta-lhe alguma intensidade, pois precisa de subir mais o ritmo de jogo do que aquilo que faz muitas vezes.

 

Qualidade com a bola nos pés.

 

Desarme com qualidade.

 

Bola no chão e depois o passe, procurando o espaço para receber a tabela, conduzindo depois a bola em velocidade.

 

Cabeça sempre levantada e muita qualidade no passe longo.

 

Vir construir a partir de trás.

 

Mais um lance em que demonstra qualidade técnica e depois descobrir logo uma linha de passe.

 

Ler bem onde a bola vai entrar e depois pressão forte.

 

É em lances como este que precisa de ser mais expedito e prático, pois não pode perder a bola naquela zona.

 

Voltar a ler bem o lance e recuperar a bola.

 

Fazer o passe curto e depois olhar logo para o espaço, para perceber o posicionamento dos companheiros de equipa e adversários.

 

Rápido a ganhar a bola e depois mais um passe longo em que a bola tem olhos.

 

 

Dos quatro jogadores que a selecção mexicana tinha na frente de ataque, Kevin Magaña o que mais se destacou. Assim como Diego Cortés e Alan Cervantes, também joga nas camadas jovens do Chivas. Foi titular absoluto, mas saía várias vezes na 2ª parte. Marcou dois golos durante o torneio.

Kevin Magaña joga normalmente a extremo esquerdo. É dono de um bom pé esquerdo, tendo muita técnica e sendo forte no um para um. Também usa o pé direito várias vezes, sendo com ele que marcou os dois golos neste Mundial. Rápido, ágil e dinâmico, conduz bem a bola em velocidade.

Remate bem e as bolas paradas são uma vertente do jogo onde é muito forte. Quer cantos, livres laterais ou directos, bate com muita qualidade. Cruza muito bem para a área a partir da linha e também aparece bem em zonas de finalização.

 

Forte na condução de bola e no drible com a bola no pé.

 

Qualidade no drible curto.

 

Classe e muita qualidade com a bola no pé.

 

Aparecer bem em zonas para finalizar.

 

Ganhar no drible em velocidade e depois bom cruzamento.

 

Mais um lance que ganha no um para um.

 

Boa hesitação na recepção, deixando logo o defesa para trás. Depois o remate sai ao lado.

 

Como tem sido habitual, o México voltou a apresentar muita qualidade numa das suas selecções mais jovens. Havia mais jogadores para serem falados, mas foram estes que mais gostei. De todos, acho que Francisco Venegas mostrou uma qualidade impressionante e ainda com muito para crescer. Aparentou ter tudo o que é preciso num defesa central e depois tem uma capacidade técnica e de construir jogo fora do normal. Diego Cortés ainda precisa de melhorar muito, principalmente na parte defensiva e táctica, mas o potencial está lá. Alan Cervantes está a um nível táctico e de compreensão do jogo já muito alto, mas precisa de ganhar mais intensidade para o futebol europeu. Kevin Magaña precisa de ganhar mais resistência e aguentar mais tempo de jogo ao mesmo ritmo, mas a nível técnico é muito bom. Jogadores para não esquecer o nome e acompanhar a evolução nos próximos anos.

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Scouting - Qualidade equatoriana

por R_9, em 18.11.15

José Gabriel Cevallos foi um dos melhores guarda-redes do Mundial Sub17. O filho do mítico José Cevallos, encantou quem assistiu aos jogos do Equador na prova. Já no ano passado, tinha sido um dos grandes destaques da Copa México das Nações, ao ser eleito o melhor guarda-redes da prova e a comandar a sua selecção até ao troféu final. 

Deu-nos algumas das melhores defesas da prova, sendo uma barreira difícil de ultrapassar. Tem uns reflexos e agilidade notáveis. É seguro nas saídas dos postes, tendo boa presença e segurança. Posiciona-se bem na baliza e tem um bom jogo de pés, tentando lançar logo o contra-ataque da sua equipa. 

 

Algumas das grandes defesas que nos proporcionou durante a prova.

 

Agarrar e lançar o ataque, colocando logo bem a bola com os pés.

 

Sair dos postes com segurança e colocar logo a jogar.

 

 

Como seria de esperar, Pervis Estupiñán foi um dos destaques do Mundial Sub17 e provavelmente o melhor lateral esquerdo da competição. Já no torneio sul-americano tinha sido um dos melhores jogadores. Já está num nível bem superior a praticamente todos os outros nomes presentes nesta prova, ou não fosse ele titular na equipa principal da LDU Quito aos 17 anos. Já fez 18 partidas pela equipa principal, e até ter de ir jogar este Mundial, tinha sido titular em todos os jogos do campeonato que a sua equipa disputou. 

Pervis Estupiñáné um lateral muito forte fisicamente, sendo essa uma das suas principais armas. É, também, um jogador rápido, explosivo e com um enorme pulmão - grande rotação durante o jogo todo.  Gosta de atacar e é forte nessa vertente, tentando sempre subir e desequilibrar pelo seu corredor. Cruza bem e tenta várias vezes o remate de longe, sempre mais em força que em jeito. 

É forte no um para um defensivo, sendo difícil que seja ultrapassado. Quando consegue ganhar a posição, já não há muito a fazer para o adversário. Tem uma boa leitura de jogo, apesar de neste Mundial ter facilitado em vários lances, mostrando excesso de confiança. Antecipa-se bem e corta muitos lances. Não tem medo de assumir o jogo, mesmo jogando numa posição mais recuada. Quando as coisas estão a correr menos bem, quer sempre ter bola e levar a equipa para a frente. Marcou dois golos de grande penalidade nas duas tentativas que teve. Só joga com o pé esquerdo, tendo dificuldades em usar o direito.

 

Muito rápido a aparecer de trás e a cruzar para o colega de equipa marcar.

 

Difícil de ser ultrapassado no um para um.

 

Boa leitura e muita rapidez para ir cortar a bola.

 

Qualidade com a bola nos pés.

 

Mais um lance ganho ao extremo contrário. Depois de meter o corpo e ganhar a frente do lance, já não se deixa ultrapassar.

 

Sempre a procurar subir no seu corredor.

 

José Gabriel Cevallos mostrou ser um guarda-redes com muita qualidade, segurança e ainda margem para evoluir. Pervis Estupiñáné foi aquilo que era esperado, já que está a um nível mais alto que os seus adversários e a continuar assim não deve demorar muito a dar o salto para a Europa. Dois nomes a reter para o futuro.

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Adrian Šemper é um jovem guarda-redes que deu muito nas vistas no recente Mundial de Sub17. Foi, para mim, juntamente com o guarda-redes belga, os dois grandes destaques das balizas neste Mundial. Este ano já fez dois jogos na Youth League, onde sofreu três golos. É a grande esperança para a baliza da selecção A da Croácia, sendo apontado por todos como o futuro dono desse lugar.

Tem uma boa estampa física, mostrando uns reflexos muito bons e uma elasticidade tremenda. Posiciona-se muito bem na baliza. Nas saídas aos pés dos avançados é muito rápido e tem um grande raio de acção, conseguindo tapar muito espaço. É rápido a reagir e também sai bem aos cruzamentos, mas precisa ainda de mostrar mais presença nesse capitulo e não sair algumas vezes a medo. Está sempre a falar para os defesas, tentando ajustar as posições. Com os pés, tenta colocar a bola jogável para os colegas, embora algumas vezes ainda falhe. 

 

Tremenda saída aos pés do avançado.

 

Defesa atenta a um remate rasteiro e perigoso.

 

Bem posicionado e a agarrar com qualidade.

 

O bom jogo com os pés que já tem.

 

Bem posicionado e a aguardar o remate para depois defender.

 

Mais duas boas defesas praticamente seguidas.

 

Rápido a sair dos postes e a colocar a bola para ser jogada.

 

Vinko Soldo é um jovem defesa central canhoto do Dinamo Zagreb. Já não é de agora que dá nas vistas, pois já foi alvo de interesse de vários clubes ingleses - como o Tottenham. Durante este Mundial, foi o elemento em maior destaque do quarteto defensivo da sua equipa, e tanto que se sentiu a sua ausência no jogo dos quartos-de-final contra o Mali, onde foram eliminados. Já nos oitavos-de-final, no jogo contra a Alemanha, fez uma grande partida, correndo o rumor de que estavam na bancada olheiros de grandes clubes com a missão de o observar.

Soldo é um defesa muito forte no desarme e na marcação. Aliás, não me recordo de ver alguém assim tão forte no 1 para 1 defensivo com esta idade. Vi os jogos todos da Croácia e só me consigo recordar de uma ou duas vezes que ele foi ultrapassado por um adversário. É também muito forte na antecipação e no jogo de aéreo, ganhando quase todos os lances de cabeça. É duro a jogar, não sendo um defesa nada meigo. Já tem bastantes noções defensivas do encurtar espaços, subir ou descer linhas, jogando muitas vezes no risco. É muito forte fisicamente e tem uma grande impulsão. Só joga de pé esquerdo, o direito quase não o usa. Precisa de melhorar nas saídas a jogar.

 

A forma como deixa ir o avançado para ficar fora de jogo.

 

Um grande corte na área.

 

Arriscar a ficar subido, tendo depois a capacidade de fechar o espaço e cortar a bola.

 

Muito forte na antecipação.

 

O timing muito bom que tem na entrada à bola no 1 para 1.

 

Nikola Moro vinha referenciado como um dos jogadores a ter em atenção durante este Mundial, e o capitão croata não desiludiu.O jovem jogador do Dinamo Zagreb já fez este ano dois jogos na Youth League, tendo também jogado já na segunda equipa do seu clube. Foi um dos jogadores em maior destaque na competição, tendo existido já rumores do interesse de vários clubes europeus.

É um médio ofensivo moderno, com capacidade para jogar a 8 ou a 10. Tem uma grande visão de jogo, e uma capacidade de passe muito evoluída, preferindo o jogo em passe curto. É muito elegante a jogar, tendo um óptimo controlo de bola e técnica. Gosta de aparecer na área contrária, e tenta muitas vezes o remate de longe, onde tem um forte pontapé. Tem um grande raio de acção, andando pelo campo todo, no entanto por vezes ainda desaparece um pouco, precisando de ser mais constante. O seu pé preferido é o direito, mas não tem qualquer problema em usar o esquerdo. É também muito bom com a bola no pé em progressão.Tem uma personalidade forte, e demonstra isso em campo.

 

Recuperar, acelerar com a bola no pé e depois o bom passe para o colega.

 

Mais uma recuperação e um bom passe, colocando a bola na frente para o colega de equipa.

 

Classe e qualidade técnica.

 

Os seus remates de longe.

 

Não vale a pena escrever nada sobre o lance.

 

Pressionar, recuperar e assistir o colega de equipa para o golo.

 

Grande visão e qualidade de passe.

 

Mais um bom passe.

 

Josip Brekalo foi só o jogador que mais me encantou neste Mundial. Fez um péssimo primeiro jogo, mas em todos os restantes foi um dos melhores jogadores da sua equipa, sendo tremendo em todos eles. Tanto é, que nos jogos a eliminar já não o deixavam ficar quase nunca no 1 para 1 com o lateral contrário. Assim como os 3 jogadores anteriores, também joga no Dinamo Zagreb. Já jogou este ano na Youth League e na segunda equipa do seu clube.

Brekalo joga preferencialmente a extremo esquerdo, sendo temível nas diagonais para dentro, onde depois remata com o seu melhor pé - o direito. Tem uma técnica muito boa e uma finta curta que deixa a cabeça em água aos defesas, passando por eles muitas vezes no 1 para 1 no último terço do terreno. É bom a progredir com a bola no pé em velocidade, conseguindo dribles muito bons. Joga normalmente em passes curtos e tabelas, tendo boa visão de jogo para o passe. É forte nos cruzamentos e nos lances de bola parada, sendo ele que assumiu quase sempre isso na selecção croata. Também chuta bem de longe. É rápido e ágil. Não gosta muito de descer no terreno e ainda exagera muitas vezes nos lances individuais, perdendo várias vezes a bola.

 

Forte na progressão com a bola no pé.

 

As suas diagonais para dentro e remate.

 

Duas vezes que remata de fora da área ao poste.

 

Técnica e depois a visão de jogo e capacidade de passe.

 

Muito forte no drible curto e depois a deixar os seus colegas isolados.

 

Os exageros que por vezes comete nos lances individuais.

 

Receber orientando logo a bola para dentro e depois o passe para o lateral.

 

É muito difícil tirar-lhe a bola neste género de lances no último terço do terreno.

 

Mais uma vez. Técnica e passe.

 

Tirar os adversários da frente e depois cruzar com o pé esquerdo.

 

A técnica muito apurada.

 

Creio que estão aqui 4 jogadores que podem ter um futuro muito risonho. Claro que ainda são jovens e tudo pode acontecer, mas o potencial e a qualidade que já demonstram é enorme. Nomes claramente a reter para o futuro, já que se tudo correr pelo melhor ainda vamos ouvir falar muito neles.

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