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Quo Vadis, José?

por P1nheir8, em 20.09.16

Depois de na temporada passada ter sido demitido do Chelsea, José Mourinho chegou este Verão ao Manchester United. Com ele, chegou também a esperança para os adeptos do clube voltarem a ter as alegrias queSir Alex Ferguson lhes proporcionou durante décadas e que David Moyes e Louis van Gaal (treinadores que sucederam a Ferguson) não conseguiram trazer. Para isso, o mercado foi muito agitado para os lados de Manchester, com muitos milhões a serem gastos pelo United. Chegou Eric Bailly, defesa central contratado ao Villareal e tido com uma grande promessa do futebol mundial; quem também finalmente chegou foi Pogba, já que depois de muitos avanços e recuos, os mais de 100 milhões de euros foram aceites pela Juventus; de Dortmund chegou Henrikh Mkhitaryan depois da melhor época da carreira e onde esteve soberbo ao serviço da equipa alemã; e por fim, Zlatan Ibrahimovic voltou a reencontrar José Mourinho, assinando pelo United depois do contrato com o PSG ter terminado. Estas contratações juntaram-se assim a nomes como David de Gea, Luke Shaw, Morgan Schneiderlin, Ander Herrera, Juan Mata, Memphis Depay, Wayne Rooney, Marcus Rashford e Anthony Martial. As perspectivas com tanta qualidade só poderiam ser boas.

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Onde andas tu, José Mourinho?

por P1nheir8, em 03.11.15

Poucos meses depois de chegar a Stamford Bridge, José Mourinho deslocou-se ao Highbury Park para defrontar os "Invencíveis" do Arsenal, comandados por Arsène Wenger. Foi o primeiro embate entre Mourinho e Wenger.

O jogo realizou-se no dia 12 de Dezembro de 2004. De um lado tínhamos uma frente de ataque temível, composta por Robert Pires, José Antonio Reyes, Henry e Dennis Bergkamp, com Cesc Fàbregas - 17 anos - também a ser titular. Do outro lado, tínhamos uma colectivo já muito forte, com grandes dinâmicas de jogo e forte em todos os sectores.A equipa de Mourinho para este jogo teve Cech na baliza, Paulo Ferreira a lateral direito, Ricardo Carvalho e Terry como centrais, Gallas na lateral esquerda, Makélélé, Tiago e Lampard no meio-campo, Robben na esquerda, Duff na direita e Gudjohnsen na frente de ataque.

O que Mourinho apresentou neste jogo - perante uma equipa mesmo muito forte - está a anos luz do que tem apresentado nestes últimos anos de carreira. Em Highbury Park apareceu uma equipa com uma dinâmica de jogo mesmo muito forte, que variava a sua forma de jogar e com diferentes formas de tentar chegar à baliza contrária. Ora passes longos - tentando explorar as costas da defesa -, ora passes curtos. Muitas diagonais dos extremos, médios a chegarem à área, movimentos interiores dos laterais, jogo entre linhas, bolas paradas muito bem trabalhadas, espaço para existirem acções de um contra um e depois apoios perto, muito rápidos na pressão e na chegada ao ataque. Mourinho também mostrou não se agarrar a apenas uma táctica. AO intervalo retirou um médio do campo e colocou um avançado, transformando o 4-3-3 num 4-4-2, com Drogba e Gudjohnsen na frente.

Passando a alguns lances do jogo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este foi um grande jogo de futebol, com duas grandes equipas, onde nenhuma abdicou de atacar e que terminou com um empate a duas bolas. O Chelsea apenas recuou um pouco as linhas nos últimos 10 minutos, jogando mais em contra-ataque. No resto do tempo, tentou sempre ter bola e criar perigo com várias dinâmicas diferentes em campo. José Mourinho disse no final que se lhe oferecessem um empate antes do jogo, diria que não era um mau resultado, mas que depois de ver a sua equipa ser a melhor em campo, estava desapontado. É triste ver o que era Mourinho - um dos melhores de sempre - e o futebol das suas equipas e aquilo em que se transformou o seu futebol e discurso.

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