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Algumas imagens do Hungria vs Portugal

por P1nheir8, em 23.06.16

 

 

 

 

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Análise à Hungria

por P1nheir8, em 22.06.16

Processo ofensivo:

Na 1ª fase de construção, normalmente fazem a saída a 3, com Nagy a colocar-se no meio dos dois centrais que abrem. Nagy é o elemento mais importante nesta fase, sendo por ele que passa grande parte destes movimentos. Vão trocando a bola de um lado para o outro, até conseguirem avançar no terreno. Só a partir de uma determinada zona, o outro médio centro (Gera) baixa para poder receber. Os centrais se apertados passam dificuldades, sendo que são mais de passe (mesmo com espaço disponível) do que de progressão. O guarda-redes, caso não tenham soluções, é sempre uma opção nesta fase, recebendo várias vezes a bola, mostrando-se confortável para devolver com ambos os pés. Tentam também o jogo directo, colocando algumas vezes no ponta de lança e depois aproximando os restantes jogadores, principalmente Kleinheisler e Gera para ganhar a 2ª bola. Há muito espaço no começo da saída, já que a equipa afunda em profundidade, com os laterais algo projectados e vão tentando progredir com o sistema de três centrais, passando a bola pelos 3 corredores, até chegar às linhas seguintes. Preferem o jogo combinativo.

Na criação tentam também um jogo combinativo, sempre com os jogadores do meio-campo próximos, sendo Kleinheisler, o jogador que se aproxima muito do avançado, estando muitas vezes na mesma linha e revela astúcia para perceber quais as zonas mortas onde pode aparecer para receber a bola. Demonstram paciência e mobilidade e algum gosto por ter a bola nos seus pés e controlar o jogo com a mesma em sua posse, com várias movimentações interessantes. Extremos a vir para dentro, com e sem bola e laterais a ficar na amplitude. Extremos normalmente de pé trocado, sendo que Dzsudzak é um perigo na ala direita, com os movimentos para dentro, onde procura servir os colegas ou testar o seu forte remate de longe. Há muitas movimentações para as costas da defesa, com alguém a trazer o opositor e outro jogador aparece nas costas. Procuram várias vezes o apoio do ponta de lança, sendo que quando há espaço entre linhas e os sectores adversários estão longe um dos outros, ele baixa algumas vezes para receber. Laterais com movimentos pelo interior ou combinações pelo exterior, dando amplitude. Rodam a bola rápido de um lado para o outro, com diversas trocas posicionais. Mostram ter alternativas diferentes tendo em conta o tipo de adversário que enfrentam. Contra a Áustria, utilizaram mais os remates de longe para tentar chegar ao golo, enquanto que no jogo contra a Islândia tentaram atacar a profundidade e fazer muitas combinações. Preferem atacar pelo interior do que pelo exterior.

Rematam muito de longe, não pedindo permissão para tal acção, embora procurem, por alguns jogadores, criar situações mais favoráveis para a finalização, enquanto que outros têm mais olhos para a baliza. Sofrem de alguma falta de presença na área em lances de finalização, colocando poucos jogadores, normalmente só o ponta de lança lá aparece, coadjuvado por um dos médios-ala. Têm atenção à segunda bola, com vários jogadores nessas zonas. Diagonais dos extremos para rematar ou combinarem para depois rematar. Avançados são possantes e fortes no jogo aéreo, mas algo lentos e pouco talhados para atacar a profundidade. Finalizam muitas vezes por zonas interiores.

Transições ofensivas rápidas, procurando um apoio e depois atacando em profundidade. Várias diagonais do corredor central para o corredor lateral, desequilibrando os adversários. Em alternativa, atacam através de combinações pelo corredor central. São mais de passar nestas situações do que conduzir, excepto quando são os extremos ou Kleinheisler os detentores da bola. O ponta de lança serve muitas vezes de apoio para segurar nesta fase. Se não tiverem vantagem, seguram a posse, congelam a bola, rodam e fazem um ataque mais posicional, mostrando como gostam de ter a bola e não quererem desfazer-se dela.

 

 

 

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