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A França, orientada por Didier Deschamps, partiu para este Euro 2016 como uma das grandes favoritas à conquista da prova – ainda mais quando jogava em casa. No entanto, existiram algumas contrariedades que marcaram a preparação para este certame na selecção francesa. Lassana Diarra, Raphael Varane e Jérémy Mathieu lesionaram-se e não puderam dar contributo, assim como Aymeric Laporte que poderia ser uma alternativa. Mamadou Sakho foi suspenso preventivamente devido a um possível controlo anti-doping positivo e falhou assim também a prova. Mas a grande ausência, foi a de Karim Benzema, que por implicações num suposto escândalo de um vídeo sexual e posterior chantagem sobre o colega Mathieu Valbuena, foi afastado da prova, assim como o chantageado.

Não se pode dizer que a selecção gaulesa tenha deslumbrado em qualquer dos jogos que disputou até agora, estando em termos exibicionais aquém do esperado. O calendário não foi propriamente difícil, e apenas nas meias-finais se depararam com um grande teste, perante a campeã mundial Alemanha. Os franceses acabaram por vencer por 2-0, num jogo onde foram globalmente inferiores, mas onde tiveram a estrelinha do seu lado.

 

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Análise ao Portugal vs Croácia

por P1nheir8, em 27.06.16

No passado sábado, Portugal defrontou a Croácia nos oitavos-de-final do Euro 2016, tendo vencido no prolongamento com um golo de Ricardo Quaresma.

Não foi o jogo mais espectacular, com ambas as equipas a tomarem muitas precauções, sendo que Portugal deu mais a iniciativa de jogo ao adversário, tentando depois a partir de certas zonas impedir que eles construíssem e criassem, tendo como base muitas referências individuais.

Adrien entrou para a equipa titular e a sua principal função foi condicionar  Luka Modrić, tentando impedir que ele conseguisse construir ou criar algo na sua selecção. William Carvalho também andou sempre perto de Ivan Rakitić, tentando impedir que ele recebesse a bola entre as linhas de Portugal. Com estas marcações muito directas, muitas vezes abriram-se espaços em zonas que não deviam, mas que a Croácia nunca conseguiu aproveitar, visto apostar muitas vezes no jogo exterior. As dificuldades nos croatas aumentaram quando eram quase sempre os centrais a ter de construir - coisa em que eles não são muito fortes.

Duas selecções sempre a tentar preencher muito a área nos lances defensivos, tentando evitar situações de igualdade ou inferioridade numérica, assim como rápidos em transições defensivas, enquanto houve pernas para tal. Portugal atacou pouco, e das poucas vezes que o fez foi pouco eficaz. Nota para os movimentos de Raphaël Guerreiro para o interior, já que das poucas vezes que aconteceram desequilibraram o bloco croata.

Cristiano Ronaldo sentiu-se muitas vezes sozinho na frente e sem os colegas conseguirem criar algo, teve muitas dificuldades em aparecer. Com a entrada de Renato Sanches, Portugal conseguiu chegar um pouco mais na frente, fruto das características do jovem médio, tendo João Mário aparecido também um pouco mais. Nota para os lances de bola parada da Croácia, já que várias vezes criaram muito perigo.

 

 

 

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Algumas imagens do Hungria vs Portugal

por P1nheir8, em 23.06.16

 

 

 

 

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Análise à Hungria

por P1nheir8, em 22.06.16

Processo ofensivo:

Na 1ª fase de construção, normalmente fazem a saída a 3, com Nagy a colocar-se no meio dos dois centrais que abrem. Nagy é o elemento mais importante nesta fase, sendo por ele que passa grande parte destes movimentos. Vão trocando a bola de um lado para o outro, até conseguirem avançar no terreno. Só a partir de uma determinada zona, o outro médio centro (Gera) baixa para poder receber. Os centrais se apertados passam dificuldades, sendo que são mais de passe (mesmo com espaço disponível) do que de progressão. O guarda-redes, caso não tenham soluções, é sempre uma opção nesta fase, recebendo várias vezes a bola, mostrando-se confortável para devolver com ambos os pés. Tentam também o jogo directo, colocando algumas vezes no ponta de lança e depois aproximando os restantes jogadores, principalmente Kleinheisler e Gera para ganhar a 2ª bola. Há muito espaço no começo da saída, já que a equipa afunda em profundidade, com os laterais algo projectados e vão tentando progredir com o sistema de três centrais, passando a bola pelos 3 corredores, até chegar às linhas seguintes. Preferem o jogo combinativo.

Na criação tentam também um jogo combinativo, sempre com os jogadores do meio-campo próximos, sendo Kleinheisler, o jogador que se aproxima muito do avançado, estando muitas vezes na mesma linha e revela astúcia para perceber quais as zonas mortas onde pode aparecer para receber a bola. Demonstram paciência e mobilidade e algum gosto por ter a bola nos seus pés e controlar o jogo com a mesma em sua posse, com várias movimentações interessantes. Extremos a vir para dentro, com e sem bola e laterais a ficar na amplitude. Extremos normalmente de pé trocado, sendo que Dzsudzak é um perigo na ala direita, com os movimentos para dentro, onde procura servir os colegas ou testar o seu forte remate de longe. Há muitas movimentações para as costas da defesa, com alguém a trazer o opositor e outro jogador aparece nas costas. Procuram várias vezes o apoio do ponta de lança, sendo que quando há espaço entre linhas e os sectores adversários estão longe um dos outros, ele baixa algumas vezes para receber. Laterais com movimentos pelo interior ou combinações pelo exterior, dando amplitude. Rodam a bola rápido de um lado para o outro, com diversas trocas posicionais. Mostram ter alternativas diferentes tendo em conta o tipo de adversário que enfrentam. Contra a Áustria, utilizaram mais os remates de longe para tentar chegar ao golo, enquanto que no jogo contra a Islândia tentaram atacar a profundidade e fazer muitas combinações. Preferem atacar pelo interior do que pelo exterior.

Rematam muito de longe, não pedindo permissão para tal acção, embora procurem, por alguns jogadores, criar situações mais favoráveis para a finalização, enquanto que outros têm mais olhos para a baliza. Sofrem de alguma falta de presença na área em lances de finalização, colocando poucos jogadores, normalmente só o ponta de lança lá aparece, coadjuvado por um dos médios-ala. Têm atenção à segunda bola, com vários jogadores nessas zonas. Diagonais dos extremos para rematar ou combinarem para depois rematar. Avançados são possantes e fortes no jogo aéreo, mas algo lentos e pouco talhados para atacar a profundidade. Finalizam muitas vezes por zonas interiores.

Transições ofensivas rápidas, procurando um apoio e depois atacando em profundidade. Várias diagonais do corredor central para o corredor lateral, desequilibrando os adversários. Em alternativa, atacam através de combinações pelo corredor central. São mais de passar nestas situações do que conduzir, excepto quando são os extremos ou Kleinheisler os detentores da bola. O ponta de lança serve muitas vezes de apoio para segurar nesta fase. Se não tiverem vantagem, seguram a posse, congelam a bola, rodam e fazem um ataque mais posicional, mostrando como gostam de ter a bola e não quererem desfazer-se dela.

 

 

 

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Análise ao Portugal vs Áustria

por P1nheir8, em 21.06.16

No sábado, Portugal defrontou a Áustria na segunda jornada do Grupo F do Euro 2016.

Perante uma equipa a descaracterizar-se relativamente ao que tem sido habitual, Portugal dominou o jogo. Uma Áustria em bloco mais baixo e que raramente pressionou a 1ª fase de construção de Portugal e com o seu melhor jogador (David Alaba) numa posição onde sentiu muitas dificuldades para aparecer.

Na 1ª parte, Portugal voltou a mostrar dificuldades na construção e criação de jogo, jogando quase sempre pelo exterior. João Moutinho voltou a ser retirado de dentro do bloco da Áustria para construir em zonas onde já havia quem o pudesse fazer e depois faltavam soluções entre linhas a quem tinha bola, com os jogadores do ataque algo estáticos.

Havia muita gente, uma vez mais, a tentar construir e pouca gente na área de criação. Quando a bola chegava a zonas mais ofensivas, houve pouco critério na gestão da posse e na tomada de decisão, optando-se por despejar a bola na área inúmeras vezes.

A Selecção Nacional pressionou bastante a 1ª fase contrária, tentando impedir que os austríacos conseguissem sair a jogar, o que foi conseguido muitas vezes. No entanto a equipa também se demonstrou algo descoordenada nestes momentos, deixando muito espaço para ser aproveitado por parte do adversário.

 

 

 

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A estreia de Portugal e o golo sofrido

por P1nheir8, em 15.06.16

A Selecção Nacional estreou-se na noite de ontem no Europeu de 2016, perante a Islândia.

Não se pode dizer que foi o melhor resultado perante uma equipa bem mais fraca individualmente. Se o resultado não foi bom, a exibição também não o foi.

Uma construção e criação de jogo bem deficitária, o que originou poucas ocasiões favoráveis à finalização. Muito jogo pelos corredores laterais e com muitos jogadores fora do bloco da Islândia, não se procurando o corredor central e o espaço entre linhas. Tanto jogo pelos corredores laterais, trouxe muitos cruzamentos, isto perante uma equipa bastante alta. Os centrais e Danilo não participaram praticamente na primeira fase de construção, com João Moutinho a vir buscar a bola muito atrás, assim como os laterais pouco afoitos ofensivamente e pouco criteriosos quando em meio campo adversário.

Defensivamente, equívocos entre vários jogadores, como no lance do golo. Marcações zonais, outras individuais e falta de algumas coberturas defensivas, assim como más abordagens. Isto resultou em algumas oportunidades para a Islândia, mesmo sem eles terem um grande volume ofensivo. Nos lances aéreos no meio-campo, desvantagem tremenda para Portugal.

 

 

 

 

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A má estreia da Bélgica

por P1nheir8, em 15.06.16

A Bélgica, 2ª classificada do ranking mundial estreou-se na segunda-feira no Euro 2016. Não se pode dizer que tenha sido uma estreia auspiciosa, já que foram derrotados pela Itália com dois golos sem resposta.

Uma selecção italiana a mostrar bem mais do que se esperava, e uma Bélgica a mostrar menos do que se esperava. Ainda conseguiram várias oportunidades, já que quem tem Kevin De Bruyne ou Eden Hazard estará sempre perto de as ter, assim como outros jogadores bem acima da média que têm.

Contudo, foi tudo muito forçado, tirando algumas transições ofensivas de boa qualidade. Má ocupação do terreno, muitas referências individuais a abrir espaços onde não se podem, poucas soluções ao jogador com bola, problemas na organização defensiva e a organização ofensiva com um ataque mais posicional a não funcionar nada bem. Laterais praticamente inofensivos em termos ofensivos e mesmo a dupla de centrais a estar mal. Marouane Fellaini poucas soluções dá atrás de Lukaku a não ser o jogo directo, sendo o inverso do que os outros jogadores gostam de jogar.

Vamos ver o que reserva o futuro dos belgas nesta competição, já que só a qualidade individual não lhes chegará para conseguir aquilo a que se propõem.

 

 

 

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No passádo sábado, a selecção da Inglaterra fez a sua estreia no Euro 2016, num jogo perante a Rússia. Não foi propriamente um grande espectáculo de futebol, bem pelo contrário. Foram uma desilusão as exibições destas duas selecções, sendo que era da Inglaterra que se esperava mais. Orientados por Roy Hodgson, os ingleses mostraram muitas dificuldades em criar lances de perigo, apresentando uma construção de jogo bastante deficitária. Rooney apareceu em zonas muito recuadas para começar a construir, mas até ele sofreu do mesmo mal que os restantes: imenso jogo pelos corredores laterais. Quer seja em condução ou passe, com ou sem espaço para avançar, grande parte dos lances acabavam nas alas, mesmo com jogadores entre linhas no corredor central. Num dos poucos lances que a bola foi colocada com um passe vertical no corredor central, Alli sofreu falta e daí nasceu o golo. A Rússia foi uma das selecções mais fracas que se apresentou até agora nos seus processos de jogo. Uma primeira fase de construção onde só se conhecia o jogo directo, quer seja para Artem Dzyuba, quer seja para os corredores laterais. Mesmo com os centrais a terem dificuldades com bola, a Inglaterra decidiu não pressionar quase nunca essa fase. Muito pouca organização defensiva dos russos, sendo que acumulavam jogadores perto da bola sem grande critério.

 

 

 

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