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Análise ao Portugal vs Áustria

por P1nheir8, em 21.06.16

No sábado, Portugal defrontou a Áustria na segunda jornada do Grupo F do Euro 2016.

Perante uma equipa a descaracterizar-se relativamente ao que tem sido habitual, Portugal dominou o jogo. Uma Áustria em bloco mais baixo e que raramente pressionou a 1ª fase de construção de Portugal e com o seu melhor jogador (David Alaba) numa posição onde sentiu muitas dificuldades para aparecer.

Na 1ª parte, Portugal voltou a mostrar dificuldades na construção e criação de jogo, jogando quase sempre pelo exterior. João Moutinho voltou a ser retirado de dentro do bloco da Áustria para construir em zonas onde já havia quem o pudesse fazer e depois faltavam soluções entre linhas a quem tinha bola, com os jogadores do ataque algo estáticos.

Havia muita gente, uma vez mais, a tentar construir e pouca gente na área de criação. Quando a bola chegava a zonas mais ofensivas, houve pouco critério na gestão da posse e na tomada de decisão, optando-se por despejar a bola na área inúmeras vezes.

A Selecção Nacional pressionou bastante a 1ª fase contrária, tentando impedir que os austríacos conseguissem sair a jogar, o que foi conseguido muitas vezes. No entanto a equipa também se demonstrou algo descoordenada nestes momentos, deixando muito espaço para ser aproveitado por parte do adversário.

 

 

 

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Análise à Áustria

por P1nheir8, em 18.06.16

 No dia de hoje, Portugal defronta a Áustria no Euro 2016.

Vai ser um jogo completamente diferente daquele que aconteceu contra a Islândia - pelo menos na postura do adversário. A Áustria é uma equipa bastante mais ofensiva que os islandeses e que corre muitos riscos na procura pelo golo. Jogam normalmente em 1x4x2x3x1, mostrando mobilidade e dinâmica.

Sentirão a falta do central Aleksandar Dragović e do médio ofensivo Zlatko Junuzović. Dragović é o elemento de mais valia do quarteto defensivo e que é também muito importante na 1ª fase de construção. Já Junuzović é um jogador com um raio de acção enorme, e que dá muito em termos ofensivos, quer seja pela visão de jogo, passe, remate ou movimentações.

É uma selecção bastante atacante, que privilegia um jogo combinativo na 1ª fase de construção, tentando avançar assim com a bola. Correm alguns riscos no tipo de passes que fazem e na distância entre jogadores. Contudo, devido a jogarem com Marc Janko na frente, não se coíbem de tentar por vezes o jogo directo para o ponta de lança, quer seja para ele tocar de cabeça para os jogadores que se aproximam, quer seja para segurar a bola.

Jogam muito profundos e amplos, com a constante chega de segundas linhas à frente. Laterais subidos, médios perto dos avançados e os extremos a alternar entre a amplitude e o interior, estando muitas vezes na mesma linha que o ponta de lança. David Alaba com muitos movimentos de ruptura com bola, tentando furar pelo corredor central. Marko Arnautović gosta de vir para dentro com bola, tentando depois os passes de ruptura ou tabelas curtas.

Chegam constantemente com muitos jogadores a zonas de finalização, sendo que tanto chegam com bola a essas zonas pelo corredor central ou pelos corredores laterais. Preenchem bem a área, colocando 3, 4, ou até 5 jogadores na área depois de um cruzamento num lance de bola corrida.

Tentam muitas vezes os remates de longe, através de vários jogadores. Gostam também de variar rapidamente o centro do jogo, através de passes longos para os extremos quando estes estão bem abertos. Deixam poucos jogadores atrás e raramente têm coberturas ofensivas.

São rápidos em transição ofensiva, tentando também o jogo combinativo e saindo logo com vários jogadores para o ataque. Quando jogam em Marc Janko é para ele segurar e depois entregar, já que ele não é rápido para estas situações.

 

 

 

 

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