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Scouting - As novas promessas aztecas

por P1nheir8, em 20.11.15

Recentemente, Diego Cortés correu as bocas do mundo futebolístico. O lateral direito da equipa mexicana presente no Mundial Sub17 marcou um dos melhores golos do torneio, depois de uma brilhante jogada individual. Foi considerado por muitos como o melhor jogador da sua posição, sendo um dos indiscutíveis da sua selecção. Representa o Chivas, jogando nas categorias mais jovens do clube.

Franzino, rápido e com grande agilidade, é assim Diego Cortés. É dono de um grande pulmão, conseguindo andar em subidas e descidas constantes pelo seu corredor durante os 90 minutos. Tem boa capacidade de passe, quer curto ou longo. Uma das suas melhores características é a sua forte capacidade técnica. Dono de um bom toque, drible e controlo de bola,desequilibra muitas vezes as equipas adversárias com os seus lances individuais. Também é dotado de um bom cruzamento.

Defensivamente e tacticamente ainda apresenta algumas dificuldades. É forte a fazer a pressão e a roubar muitas bolas, mas tem algumas dificuldades posicionais. É também várias vezes ultrapassado no um para um, abordando mal os lances e depois tem de correr atrás do prejuízo.

 

O bom cruzamento que tem.

 

Ir ao meio e ficar com a bola.

 

Bom passe longo aqui demonstrado.

 

Aborda mal o lance é é ultrapassado pelo jogador contrário.

 

Boa recuperação de bola e depois a preocupação em jogar logo e movimentar-se para voltar a receber.

 

Aquele que foi considerado o melhor golo do Mundial Sub17.

 

Boa recuperação e depois a subir no terreno com a bola controlada.

 

 

Uma das grandes revelações do Mundial Sub17 foi Francisco Vegenas, defesa central mexicano de 17 anos. O jogador do Pachuca foi a par de Wout Faes o melhor central da prova, não deixando ninguém imune a todo o futebol que colocou em campo. Foi ainda o defesa com mais golos, apontando 3 nos 6 jogos que realizou. 

Dono de um pé esquerdo muito bom para um defesa central, impressionou por tudo o que conseguia dar ao jogo. Bom tecnicamente e com uma enorme elegância a conduzir a bola, conseguiu sair inúmeras vezes a jogar com qualidade a partir de trás. Forte no capitulo do passe, conseguia colocar a bola jogável nos seus médios ou avançados, tanto nas saídas a jogar como depois das recuperações de bola. Transformou muitas vezes uma acção defensiva logo numa ofensiva, recuperando a bola e fazendo logo jogar nos seus colegas mais avançados. Para isto, contribui a boa visão de jogo que tem.

É um defesa central muito rápido e forte, raramente perdendo um duelo em velocidade ou físico. Forte na marcação e antecipação, recuperou muitas bolas e é difícil que seja ultrapassado em duelos de um para um. De cabeça é também muito forte, tendo uma boa impulsão e técnica de cabeceamento. O seu bom pé esquerdo, faz com que até seja marcador de vários livres durante o jogo - que bem os bate. Não tem medo de assumir nada, tendo inclusive marcado um golo de grande penalidade. 

 

O bom jogo de cabeça que tem.

 

Alguns bons lances defensivos. 

 

Sair a jogar com a bola controlada e depois o bom passe.

 

Recuperar a bola e ver logo a movimentação do colega, isolando-o na cara do guarda-redes.

 

Mais um bom passe, desta vez mais longo.

 

O risco que gosta de assumir nas saídas a jogar.

 

 

Outro jogador mexicano em destaque, foi Alan Cervantes, médio defensivo que joga no Chivas. Foi também considerado um dos melhores médios da prova, apesar de ser um jogador que não dá assim tanto nas vistas como outros jogadores. No entanto, o seu trabalho nesta prova foi fenomenal. Um dos indiscutíveis da sua equipa e dos mais importantes para a manobra em campo.

Alan cervantes é um médio silencioso. Um daqueles jogadores que não se dá muito por ele, mas que faz um trabalho fenomenal. Dono de uma resistência física que lhe permite jogar o jogo todo sempre ao mesmo ritmo, era quem compensava toda a equipa. É um jogador muito inteligente e provavelmente o melhor tacticamente que pareceu neste Mundial - sabendo sempre onde se posicionar e que espaços ocupar. Joga sempre de cabeça levantada, a perceber onde estão adversários e colegas de equipa.

Gosta muito de vir atrás começar a construir o jogo e faz isso com bastante qualidade. Muito elegante a jogar e com uma visão de jogo e qualidade de passe sublime, gosta de gerir os ritmos de jogo. Tem boa técnica e toque de bola, jogando com facilidade com qualquer dos pés, sendo o direito o mais forte. Gosta de aparecer algumas vezes mais à frente para rematar, tendo um forte e colocado pontapé. Forte na pressão, recuperou muitas bolas e quando não as recuperava conseguia pelo menos travar os lances ofensivos adversários, sendo uma barreira difícil de ser ultrapassada. Falta-lhe alguma intensidade, pois precisa de subir mais o ritmo de jogo do que aquilo que faz muitas vezes.

 

Qualidade com a bola nos pés.

 

Desarme com qualidade.

 

Bola no chão e depois o passe, procurando o espaço para receber a tabela, conduzindo depois a bola em velocidade.

 

Cabeça sempre levantada e muita qualidade no passe longo.

 

Vir construir a partir de trás.

 

Mais um lance em que demonstra qualidade técnica e depois descobrir logo uma linha de passe.

 

Ler bem onde a bola vai entrar e depois pressão forte.

 

É em lances como este que precisa de ser mais expedito e prático, pois não pode perder a bola naquela zona.

 

Voltar a ler bem o lance e recuperar a bola.

 

Fazer o passe curto e depois olhar logo para o espaço, para perceber o posicionamento dos companheiros de equipa e adversários.

 

Rápido a ganhar a bola e depois mais um passe longo em que a bola tem olhos.

 

 

Dos quatro jogadores que a selecção mexicana tinha na frente de ataque, Kevin Magaña o que mais se destacou. Assim como Diego Cortés e Alan Cervantes, também joga nas camadas jovens do Chivas. Foi titular absoluto, mas saía várias vezes na 2ª parte. Marcou dois golos durante o torneio.

Kevin Magaña joga normalmente a extremo esquerdo. É dono de um bom pé esquerdo, tendo muita técnica e sendo forte no um para um. Também usa o pé direito várias vezes, sendo com ele que marcou os dois golos neste Mundial. Rápido, ágil e dinâmico, conduz bem a bola em velocidade.

Remate bem e as bolas paradas são uma vertente do jogo onde é muito forte. Quer cantos, livres laterais ou directos, bate com muita qualidade. Cruza muito bem para a área a partir da linha e também aparece bem em zonas de finalização.

 

Forte na condução de bola e no drible com a bola no pé.

 

Qualidade no drible curto.

 

Classe e muita qualidade com a bola no pé.

 

Aparecer bem em zonas para finalizar.

 

Ganhar no drible em velocidade e depois bom cruzamento.

 

Mais um lance que ganha no um para um.

 

Boa hesitação na recepção, deixando logo o defesa para trás. Depois o remate sai ao lado.

 

Como tem sido habitual, o México voltou a apresentar muita qualidade numa das suas selecções mais jovens. Havia mais jogadores para serem falados, mas foram estes que mais gostei. De todos, acho que Francisco Venegas mostrou uma qualidade impressionante e ainda com muito para crescer. Aparentou ter tudo o que é preciso num defesa central e depois tem uma capacidade técnica e de construir jogo fora do normal. Diego Cortés ainda precisa de melhorar muito, principalmente na parte defensiva e táctica, mas o potencial está lá. Alan Cervantes está a um nível táctico e de compreensão do jogo já muito alto, mas precisa de ganhar mais intensidade para o futebol europeu. Kevin Magaña precisa de ganhar mais resistência e aguentar mais tempo de jogo ao mesmo ritmo, mas a nível técnico é muito bom. Jogadores para não esquecer o nome e acompanhar a evolução nos próximos anos.

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