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Molde FK - A Surpresa Europeia

por P1nheir8, em 13.11.15

 

No dia em que foi sorteado o Grupo A da Liga Europa 15/16, toda a gente estaria longe de imaginar como estariam as contas ao fim de 4 jogos. É um dos grupos mais fortes da competição, tendo o Celtic, Ajax, Fenerbahçe e o Molde - aquele que era considerado o outsider. Era esperada uma luta feroz pela passagem entre as 3 equipas mais fortes e um Molde a tentar apenas criar dificuldades aos restantes. O que é certo é que, ao fim de 4 jornadas, a equipa norueguesa está apurada para a próxima fase, fruto dos 10 pontos obtidos. Foram ganhar a casa do Fenerbahçe e do Celtic nos dois jogos feitos como visitante, enquanto que no seu terreno venceram o Celtic e empataram com o Ajax. 

O Molde foi campeão norueguês em 2011, 2012 e 2014, mas no campeonato que agora findou, ficou apenas no 6º lugar. Mesmo este lugar só foi possível devido a uma grande parte final de temporada, onde ganharam sete das últimas oito jornadas, perdendo apenas um jogo para o Stabæk. A equipa é agora comandada pelo bem conhecido Ole Gunnar Solskjær, que a 21 de Outubro voltou ao clube onde conquistou dois campeonatos - 2011 e 2012 e uma Taça da Noruega - 2014. Erling Moe, treinador interino que fez as duas primeiras jornadas da Liga Europa, manteve-se a trabalhar no clube. 

A equipa tem alguns jogadores de valor. Ethan Horvath de 20 anos, tem sido o guarda-redes titular e que tão boas exibições tem realizado na Liga Europa. Tem somado grandes prestações, apesar de alguns erros pontuais, é um guarda-redes bastante interessante e com margem para evoluir ainda mais. Depois temos Martin Linnes, Eirik Hestad, Etzaz Hussain, Mohamed Elyounoussi e Sander Svendsen como aqueles jogadores com maior potencial na equipa. Mohamed Elyounoussi é o mais conhecido, já que aos 21 anos é internacional pela equipa A da Noruega - ontem foi suplente utilizado na derrota contra a Hungria. A posição em que costuma jogar é a de extremo esquerdo.

A equipa vai alterando entre o 4-4-2 e o 4-3-3, dependendo do jogo e competição que é. Na Liga Europa, esse 4-3-3, transforma-se quase sempre num 4-5-1, já que a equipa muitas vezes dá a iniciativa de jogo ao adversário, tentando depois sair em contra-ataque.

Preocupam-se em sair a jogar e não bater a bola para a frente só para despachar, tendo vários movimentos nas saídas de bola. Os laterais são muito importantes no jogo ofensivo da equipa, já que dão muita profundidade no corredor e participam em muitos lances de ataque. Os médios e os extremos criam muitas linhas de passe procurando os espaços, tanto com movimentos interiores, como a virem buscar a bola mais abaixo no terreno, como a dar largura. A equipa joga preferencialmente com passes curtos e a um ou dois toques. São fortes nas saídas para o contra-ataque, com as movimentações muito bem definidas e trabalhadas. 

A defesa não joga muito recuada, mas o meio-campo desce muito no terreno quando a equipa adversária já tem a posse de bola no seu processo de ataque. Tentam juntar as linhas e fechar o espaço ao meio, mas nem sempre o conseguem com eficácia. Têm também o problema das segundas bolas e dos lances de bola parada - marcam individualmente. A defesa tenta estar sempre em linha, procurando deixar muitas vezes os adversários em fora de jogo. São bem mais rápidos a subir no terreno que a linha de médios centro, mas ainda falta alguma eficácia nessa mesma linha.

 

Toques curtos, tabelas e boas movimentações dos jogadores na procura dos espaços para receber a bola.

 

 

Uma boa situação de pressão que, normalmente, acontece quando a equipa está subida e não quer deixar o adversário aproveitar isso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma bela jogada da equipa, com o envolvimento dos médios e do lateral direito.

 

Muito boa a saída da pressão, através de um futebol simples e ao primeiro toque, com a procura e movimentação para receber a tabela do colega. Depois, mais uma vez, o lateral a dar profundidade. Pena o passe depois ter saído mal.

 

A linha defensiva. Umas vezes bem, outras vezes com algumas falhas e desatenções.

 

O Molde é uma equipa que não tem - nem de perto nem e longe - a matéria prima que a grande parte dos clubes que vão continuar na Liga Europa têm, mas é uma equipa bem trabalhada e com um futebol agradável de se ver. Para continuar a prestar atenção, já que no futebol da Escandinávia também existe qualidade, e que pode ser aproveitada por vários clubes.

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