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Na 2ª jornada do Grupo F da Liga dos Campeões, o Sporting receberá em casa o Legia Varsóvia, actual campeão polaco. Para os comandados de Jorge Jesus será, na teoria, o jogo mais acessível do grupo, tendo em conta as outras duas equipas. Depois de dominarem o campeonato polaco com 3 títulos nacionais nas últimas 4 épocas, este início de temporada não tem sido nada fácil. Ocupam o antepenúltimo lugar com 10 pontos em 10 jornadas, conseguindo apenas ganhar 2 jogos. Na Liga dos Campeões, conseguiram chegar à fase de grupos, depois de eliminarem o Zrinjski Mostar da Bósnia, o AS Trencin da Eslováquia e o Dundalk FC da Irlanda. Ficaram num grupo extremamente difícil e na 1ª jornada foram goleados pelo Borussia Dortmund por seis golos sem resposta, na sua própria casa.

Todos estes resultados tiveram custos, pois era claro que algo tinha de mudar. Há cerca de uma semana, Besnik Hasi foi despedido do cargo de treinador, tendo um dos seus adjuntos (Aleksandar Vukovic) ficado interinamente com o lugar, até ao encontro com o Wisla. No passado sábado, o campeão polaco tornou oficial a chegada de Jacek Magiera (39 anos) como novo timoneiro da equipa. Magiera regressa assim depois de ter sido adjunto e de ter treinado a segunda equipa do clube, tendo saído esta temporada para o Sosnowiec, que milita na 2ª divisão. No tempo que passou no Sosnowiec, Magiera, que também jogou no Legia, conseguiu deixar a equipa no 1º lugar da tabela. Era o melhor ataque da prova, mas também sofriam bastantes golos. Apostava várias vezes num sistema de 1x4x2x3x1.

 

 

Esta temporada, o Legia esteve bastante activo no mercado, contratando vários nomes que têm sido utilizados com regularidade como: Steeven Langil, Thibault Moulin, Jakub Czerwinski, Maciej Dabrowski, Miroslav Radovic, Vadis Odjidja-Ofoe. Por outro lado, também viram sair jogadores importantes como Ondrej Duda, Ariel Borysiuk, Artur Jedrzejczyk (estava emprestado) e Igor Lewczuk.

Os jogos observados do Legia foram a derrota perante o Borussia Dormund e o empate a zeros no terreno do Wisla na passada sexta-feira. É certo que o novo treinador poderá tentar incutir algo novo, mas muitos processos e rotinas de jogo continuarão por lá. Se contra o Dortmund foram completamente dizimados por 0-6 e que até poderiam ser bem mais – pela quantidade de golos que os alemães desperdiçaram – na passada sexta-feira já se mostraram melhores. No jogo da Liga dos Campeões jogaram em 1x4x3x3, e contra o Wisla num 1x4x4x2, com um dos avançados a baixar mais e os dois médios ala mais interiores.

Se num jogo jogaram com 3 jogadores no meio-campo, com Odjidja-Ofoe a fazer a cobertura aos outros dois médios centros, no outro jogaram com dois médios praticamente a par, embora tivessem sido auxiliados pelo posicionamento mais interior dos alas e pelos movimentos em apoio de um dos avançados. Demonstram ser uma equipa que tem dificuldades defensivas em fechar-se em amplitude e profundidade. Já ofensivamente, não são muito profundos, mas conseguem ser bem amplos. O espaço entre linhas é um grande problema para eles, sendo que muitas vezes os jogadores são facilmente desposicionados devido às referências individuaisque usam. Têm de existir muitas compensações em determinadas zonas, já que há muitos jogadores a sair da posição para acompanhar o adversário directo.

 

 

Nota-se que têm vários jogadores que estão acima dos restantes. Apesar da quantidade de golos sofridos,Arkadiusz Malarz mostrou segurança dentro dos postes. Guilherme (já jogou em Portugal no Braga e Gil Vicente), contra o Dortmund foi lateral esquerdo, mas não é aí que mais rende. Tem muitas dificuldades defensivas, sendo a médio ala (onde jogou contra o Wisla) que demonstra com mais facilidade a qualidade técnica que tem. Thibault Moulin é um médio centro mais posicional e com uma boa qualidade de passe, enquanto Tomasz Jodłowiec (outro jogador que jogou a médio centro) tem mostrado facilidade em adiantar-se mais no terreno.Steeven Langil é um extremo muito rápido e vertical, tentando muitas acções de 1×1. Nemanja Nikolic é um avançado que tem muita facilidade em baixar no terreno e em atacar bem as zonas de finalização, sendoAleksandar Prijovic um avançado mais vertical e que gosta de atacar o espaço nas costas da defesa.

A equipa mudará consoante o 11 que apresentar em campo e os nomes. Guilherme é um bom médio ala, que faz movimentos interiores com qualidade e também boas acções de 1×1 ofensivo. No meio-campo, se Odjidja-Ofoejogar, dará mais liberdade aos outros dois médios, guardando ali aquela zona. Steeven Langil dará verticalidade, velocidade e muito individualismo nas alas. No ataque, Prijovic dará velocidade, força nos duelos e nos lances aéreos, e Nikolic dará uma maior inteligência de movimentos e um melhor ataque em zonas de finalização.

 

 

Análise individual

Arkadiusz Malarz – Guarda-redes muito experiente e que está sempre a comandar a defesa, não tendo problemas em chamar qualquer companheiro à atenção. É seguro entre os postes e mais resguardado fora deles. Não tem um jogo de pés muito forte e não controla a profundidade, estando sempre perto da baliza e não longe dela.

Bartosz Bereszynski  Lateral direito que não ataca muito. Bastante capaz nos duelos 1×1 e sempre atrás da sua referência. Demonstra dificuldades em manter a linha defensiva e em fechar por dentro.

Jakub Czerwinski – Defesa central muito agressivo e que tenta jogar muitas vezes em antecipação. Várias dificuldades posicionais e com o espaço nas costas. Tenta abrir para sair a jogar e consegue ser assertivo nos passes com espaço. Ganha bastantes duelos aéreos.

Maciej Dabrowski – Defesa central que demonstrou muitos problemas defensivos contra o Dortmund. Pouca noção do espaço do campo que deve ocupar e qual fechar em determinado lance. Com os pés não facilita e joga simples.

Guilherme – Extremo que num dos jogos ocupou a posição de lateral esquerdo. A lateral, tem enormes dificuldades defensivas, perdendo quase todos os lances. A médio ala, muito melhor. Muito móvel, bom em movimentos interiores, em acções de 1×1 e em fechar dentro. Reage bem à perda da bola e gosta de ter o esférico.

Vadis Odjidja-Ofoe Médio defensivo muito possante e que tenta ganhar inúmeros duelos com o físico. Tenta equilibrar o espaço na frente da defesa, mas perde-se bastante, não sendo muito activo a fechar as zonas necessárias. Prende-se demasiado ao adversário directo e com bola não complica.

Tomasz Jodłowiec – Médio muito rotativo e que aparece um pouco por todo o lado. Gosta de conduzir a bola num jeito algo desengonçado, mas a sua capacidade física permite-lhe ir deixando adversários fora dos lances. Pressiona bastante, saindo da sua zona e também ganha muitos duelos no ar.

Thibault Moulin – Ao contrário de Tomasz Jodłowiec, Moulin é um médio que faz do passe a sua maior valia. Tem facilidade na colocação da bola em qualquer colega de equipa, não gostando muito de progredir com a mesma. Também consegue fazer vários equilíbrios e é ele que muitas vezes vem buscar a bola atrás caso haja espaço e os defesas não decidam bater longo para o ataque.

Steeven Langil – Extremo muito vertical, rápido e que gosta de fazer muitas acções de 1×1. Tenta constantemente ganhar a linha de fundo para fazer o cruzamento. Não tem uma boa tomada de decisão já que, mesmo perante vários adversários, decide tentar driblar tudo e todos. É bastante rápido com bola e em transição ofensiva conduz várias vezes de forma individual.

Aleksandar Prijovic – Avançado bastante lutador e que não desiste de nenhum lance. Gosta de atacar a profundidade com rapidez e de cair nos flancos para dar solução. Não tem muita calma a finalizar, sendo bom no jogo aéreo e mostrando algumas debilidades técnicas, como é exemplo a sua recepção.

Lukasz Broz – Lateral direito bastante rápido e que gosta de subir no terreno, tanto com movimentos interiores como exteriores. A defender mostra debilidades, mas agressividade em acções de 1×1 defensivas.

Michał Pazdan – Capitão de equipa e a voz de comando na defesa no passado jogo (saiu lesionado mas foi convocado para o jogo de amanhã). Não dá nenhum lance como perdido, mas tem várias más abordagens, não controlando o ímpeto defensivo. Com os pés, não inventa, joga fácil.

Adam Hloušek – Lateral esquerdo que não dá uma bola por perdida. Não é um portento de técnica, mas consegue dar amplitude no corredor e ganhar a linha de fundo. Defensivamente é cumpridor, tendo algumas abordagens bem duras. É bem constituído fisicamente.

Miroslav Radovic – Médio ofensivo, mas que contra o Wisla jogou a médio esquerdo. É muito experiente e sabe bem que terrenos pisar. Gosta muito de vir para o corredor central com e sem bola, servindo depois os companheiros de equipa com bons passes.

Nemanja Nikolić – Avançado que gosta de baixar em apoio, dando solução aos companheiros de equipa. Tem também facilidade em aparecer nos corredores laterais e que espaços ocupar em situações de finalização. Recebe bem o esférico e entrega nos colegas.
 

Análise ao Processo Ofensivo

1ª fase de construção:

A primeira fase de construção é feita predominantemente de forma directa, colocando a bola longa na frente, quer pelos defesas-centrais, quer pelo guarda-redes. Mesmo quando os defesas-centrais abrem um pouco ou um médio desce, se houver um pouco de pressão adversária, o guarda-redes bate longo na mesma. Não correm o mínimo risco ao perder a bola nesta fase, preferindo jogar feio, mas não comprometendo. Os laterais abrem bem e projectam-se para perto da linha de meio-campo, com um dos médios a baixar para dar solução – Moulin é o que tem mais capacidade para o fazer. Os centrais não demonstram grande capacidade de jogo com os pés e o guarda-redes igualmente. Se a bola entra no lateral em zonas recuadas, normalmente mostram dificuldades, já que não há depois soluções para ele entregar. Nos pontapés longos, quando têm mais tempo para colocar a bola, a referência é quase sempre o avançado (Prijovic), mas Tomasz Jodłowiec, médio centro, também pode disputar estes lances, com os restantes jogadores a chegar perto. O jogo directo não está muito trabalhado, pois muitas vezes colocam na frente sem grande critério e para zonas onde há poucos elementos.

 

 

 

 

 

 

 

2ª fase de construção / Criação:

Nesta fase, tanto procuram jogo interior como jogo exterior, dependendo muito dos médios ala que estão em campo. Há muita mobilidade nesta fase, com vários jogadores a aparecerem em diversas posições, trocando com os colegas de equipa. Da linha defensiva, os centrais não participam, mas os laterais têm tendência a ajudar, tentando dar amplitude. Não têm um jogo muito rendilhado, tentam atacar os espaços assim que eles aparecem. Também tentam muitas vezes atacar a profundidade, com passes longos para as costas da defesa ou variações de flanco – Moulin é o que faz isso com mais qualidade. Tomasz Jodłowiec é um médio que tenta estar mais dentro do bloco adversário, tentando receber aí e progredir várias vezes com bola. Guilherme a partir da ala consegue desequilibrar em movimentos de 1×1 e procurar bem os espaços interiores, dando soluções aos colegas, mas Steeven Langil já é um extremo que dá apenas amplitude e jogo exterior. Nikolic demonstra uma maior panóplia de movimentos, sabendo baixar para dar apoios e movimenta-se bem. Não fazem uso de muitas coberturas ofensivas e quando elas acontecem, dão ideia que são apenas ocasionais e não algo trabalhado. Nesta fase, deixam sempre pelo menos 3 jogadores na rectaguarda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3ª fase de construção / Finalização:

No jogo contra o Dortmund mostraram que apenas conseguiam finalizar através de acções de cruzamentos, onde ocupam a área normalmente com 2/3 jogadores, com um avançado, um médio ala e depois poderá aparecer um médio desde trás. Costumam cruzar mais para a zona do 2º poste, onde pode aparecer o médio ala do lado contrário. No jogo contra o Wisla, já colocavam vários jogadores em terrenos interiores, onde tentavam combinar e finalizar por essas zonas. Não chegam com muitos jogadores a estas zonas, sendo normalmente 3 ou 4, dependendo do lance. Se os laterais subirem e tentarem o cruzamento, os médios ala desse corredor lateral aparecem mais dentro. Atacam bem a profundidade também em zonas de finalização, sendo um movimento que fazem bastantes vezes. Não costumam ganhar muitas segundas bolas para voltar a ficar com a posse do esférico.Os remates de longe são ocasionais, pois não há nenhum jogador que o tente de forma mais repetitiva. Nikolic é um avançado que demonstra qualidade a atacar as zonas de finalização, percebendo que espaços atacar e ser perigoso. Já Prijovic tem mais dificuldades nisso, sendo muito lutador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Transição ofensiva

É um momento do jogo em que são bastante perigosos. Se recuperam a bola em zonas mais adiantadas, tentam atacar logo, mesmo com poucos elementos. Em zonas mais médias e atrasadas já depende de como a outra equipa está e se há vantagem. Os avançados atacam muitas vezes a profundidade, mas também podem baixar para dar apoio à saída em transição. Assim como fazem diagonais do centro para o corredor lateral, recebendo assim a bola depois mais na linha. Há várias transições individuais rápidas, feitas predominantemente por Guilherme ou por Steeven Langil. Não saem com muitos jogadores, aparecendo 4 no máximo, mas sabem o que fazer e são rápidos a sair, tentando ocupar os 3 corredores.

 

 

 

 

 

 

 

 

Análise ao Processo Defensivo

Organização defensiva:

Em organização defensiva, não fazem uma pressão muito alta, ficando por zonas médias. A defesa também se posiciona nessas zonas ou até mesmo em zonas mais recuadas. É um bloco defensivo que abre normalmente muitos espaços e que tem muitas referências individuais. Quando tentam pressionar um pouco mais alto,seguem os adversários directos e depois fica espaço entre as linhas, já que a linha defensiva não sobe muito. Um espaço que também se abre muitas vezes, é entre o central e o lateral, quando o lateral sai na bola, já que o defesa-central fica sempre no corredor central e nem sempre o médio é rápido a fechar o espaço. Também se forem atraídos ao corredor lateral, com um dos médios a chegar perto, fica muito espaço ao meio, já que os restantes jogadores demoram a bascular e a fechar. A linha defensiva usa inúmeras referências individuais, o que depois causa problemas em determinadas zonas e espaços. Também não são muito assertivos na forma como fazem a linha defensiva e onde estão muitas vezes muito desalinhados. A linha também demonstra dificuldade em controlar o espaço nas costas, não colocando quase nunca os apoios bem. Osdefesas saem muitas vezes da posição se forem atraídos por algum adversário, assim como os médios deixam muito espaço nas costas se subirem um pouco. São bastante agressivos em lances de 1×1, abusando por vezes nessa mesma agressividade, assim como entram muito à queima e são por vezes facilmente ludibriados. Em situações de cruzamento, baixam quase sempre com os defesas centrais rapidamente para a zona central da área, sendo que os laterais demoram um pouco a fechar dentro.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Transição defensiva

Nesta fase, tentam condicionar as saídas do adversário para ao ataque, ganhando assim tempo para recuperar defensivamente. Os médios podem sair nesta fase, deixando as costas livres, sendo importante tirar a bola logo daquela zona de pressão, pois haverá espaços para explorar. Se perderem a bola em zonas adiantadas e tiverem jogadores perto, são fortes na reacção à perda. Se não conseguirem travar a transição adversária e ela chegar perto da baliza do Legia, demonstram muitas dificuldades em ocupar os espaços e perceber o que fazer, deixando várias vezes o corredor central ou a possibilidade da profundidade exposta. O que fazem muitas vezes são as faltas que travam os contra ataques adversários, não tendo qualquer problema em fazê-lo.
 

 

 

 

 

 

 

Bolas paradas

Ofensivas:

Os lances de bola parada ofensivos não demonstram um grande planeamento. Onde são mais perigosos, é noscantos na zona do primeiro poste, onde normalmente a bola vai bem puxada e aparecem vários jogadores. Não há livres estudados ou trabalhados, ou se existem não demonstraram a sua aplicação.

 

 

 

 

 

 

 

 

Defensivas:

Aqui, marcam sempre individualmente, deixando alguns jogadores livres. Apesar de terem jogadores capazes no jogo aéreo, muitas vezes falham nestes lances pois deixam escapar a referência que cada um tem. Nos lançamentos têm também uma deficitária ocupação do espaço.

 

 

 

 

 

 

 

 

É algo difícil prever que equipa apresentará o novo treinador em campo e se fará muitas mudanças. Contudo, o Legia é uma equipa perfeitamente ao alcance do Sporting, já que a equipa comandada por Jorge Jesus é muito superior, tanto individual como colectivamente.

É preciso ter atenção às transições ofensivas do Legia e também a jogadores como Guilherme e Nikolic, que estão furos acima dos restantes. Os médios se tiverem tempo para pensar, conseguem também dar jogo aos elementos mais avançados, principalmente Moulin através da sua capacidade de passe. Langil, apesar de muito individualista, pode causar problemas em lances individuais pelos corredores laterais, aparecendo depois Nikolic ou Prijovic para finalizar (penso que só deve jogar um e já enunciei as diferenças entre eles).

A linha recuada demonstra muitas dificuldades com bola e se pressionados tremem muito, assim como o guarda-redes. Se forem atraídos aos corredores, depois facilmente há espaços noutras zonas, como no corredor central e/ou nas costas dos laterais. Com o uso das muitas referências individuais, facilmente são retirados das suas posições. Em acções de 1×1, muitas vezes os jogadores do Sporting levarão vantagem, quer devido à sua boa capacidade técnica, quer a várias abordagens deficitárias dos adversários. O espaço nas costas da defesa, também é uma zona onde eles sofrem muito, assim como em alguns cruzamentos para a área. Nas transições ofensivas, se o Legia não as conseguir parar com faltas, sofrem muito nas zonas mais recuadas, deixando espaços para serem explorados.
 

Convocatória do Legia:

Guarda-redes: Arkadiusz Malarz, Radosław Cierzniak

Defesas: Bartosz Bereszyński, Łukasz Broź, Michał Pazdan, Jakub Czerwiński, Jakub Rzeźniczak, Maciej Dąbrowski, Adam Hlousek

Médios: Thibault Moulin, Tomasz Jodłowiec, Vadis Odjidja Ofoe, Michał Kopczyński, Kasper Hamalainen, Miroslav Radović, Steeven Langil, Guilherme, Vako Kazaiszwili, Michaił Aleksandrow

Avançados: Nemanja Nikolić, Aleksandar Prijović.

 

Possível 11 do Legia para o jogo de hoje

 

*http://www.proscout.pt/analise-ao-legia-varsovia-adversario-do-sporting-cp/

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