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Análise à Hungria

por P1nheir8, em 22.06.16

Processo ofensivo:

Na 1ª fase de construção, normalmente fazem a saída a 3, com Nagy a colocar-se no meio dos dois centrais que abrem. Nagy é o elemento mais importante nesta fase, sendo por ele que passa grande parte destes movimentos. Vão trocando a bola de um lado para o outro, até conseguirem avançar no terreno. Só a partir de uma determinada zona, o outro médio centro (Gera) baixa para poder receber. Os centrais se apertados passam dificuldades, sendo que são mais de passe (mesmo com espaço disponível) do que de progressão. O guarda-redes, caso não tenham soluções, é sempre uma opção nesta fase, recebendo várias vezes a bola, mostrando-se confortável para devolver com ambos os pés. Tentam também o jogo directo, colocando algumas vezes no ponta de lança e depois aproximando os restantes jogadores, principalmente Kleinheisler e Gera para ganhar a 2ª bola. Há muito espaço no começo da saída, já que a equipa afunda em profundidade, com os laterais algo projectados e vão tentando progredir com o sistema de três centrais, passando a bola pelos 3 corredores, até chegar às linhas seguintes. Preferem o jogo combinativo.

Na criação tentam também um jogo combinativo, sempre com os jogadores do meio-campo próximos, sendo Kleinheisler, o jogador que se aproxima muito do avançado, estando muitas vezes na mesma linha e revela astúcia para perceber quais as zonas mortas onde pode aparecer para receber a bola. Demonstram paciência e mobilidade e algum gosto por ter a bola nos seus pés e controlar o jogo com a mesma em sua posse, com várias movimentações interessantes. Extremos a vir para dentro, com e sem bola e laterais a ficar na amplitude. Extremos normalmente de pé trocado, sendo que Dzsudzak é um perigo na ala direita, com os movimentos para dentro, onde procura servir os colegas ou testar o seu forte remate de longe. Há muitas movimentações para as costas da defesa, com alguém a trazer o opositor e outro jogador aparece nas costas. Procuram várias vezes o apoio do ponta de lança, sendo que quando há espaço entre linhas e os sectores adversários estão longe um dos outros, ele baixa algumas vezes para receber. Laterais com movimentos pelo interior ou combinações pelo exterior, dando amplitude. Rodam a bola rápido de um lado para o outro, com diversas trocas posicionais. Mostram ter alternativas diferentes tendo em conta o tipo de adversário que enfrentam. Contra a Áustria, utilizaram mais os remates de longe para tentar chegar ao golo, enquanto que no jogo contra a Islândia tentaram atacar a profundidade e fazer muitas combinações. Preferem atacar pelo interior do que pelo exterior.

Rematam muito de longe, não pedindo permissão para tal acção, embora procurem, por alguns jogadores, criar situações mais favoráveis para a finalização, enquanto que outros têm mais olhos para a baliza. Sofrem de alguma falta de presença na área em lances de finalização, colocando poucos jogadores, normalmente só o ponta de lança lá aparece, coadjuvado por um dos médios-ala. Têm atenção à segunda bola, com vários jogadores nessas zonas. Diagonais dos extremos para rematar ou combinarem para depois rematar. Avançados são possantes e fortes no jogo aéreo, mas algo lentos e pouco talhados para atacar a profundidade. Finalizam muitas vezes por zonas interiores.

Transições ofensivas rápidas, procurando um apoio e depois atacando em profundidade. Várias diagonais do corredor central para o corredor lateral, desequilibrando os adversários. Em alternativa, atacam através de combinações pelo corredor central. São mais de passar nestas situações do que conduzir, excepto quando são os extremos ou Kleinheisler os detentores da bola. O ponta de lança serve muitas vezes de apoio para segurar nesta fase. Se não tiverem vantagem, seguram a posse, congelam a bola, rodam e fazem um ataque mais posicional, mostrando como gostam de ter a bola e não quererem desfazer-se dela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Processo defensivo:

A equipa magiar tenta sempre condicionar a primeira fase de construção dos adversários, destacando o ponta de lança e Kleinheisler para essa função. Os restantes elementos da linha média também avançam para encurtar o espaço para receber e virar de frente para o jogo. A principal ideia é encaminhá-los para as zonas laterais, onde tentam criar situações de superioridade numérica para recuperar a posse. Kleinheisler é um jogador muito importante nesta situação, visto ser o jogador mais agressivo neste processo, embora nem sempre revele inteligência nessa acção. Esta tentativa de condicionamento da construção adversária tem algum risco para equipa, na medida em que várias são as ocasiões em que a linha defensiva não sobe, existindo por isso espaço para os adversários aí receberem e ameaçarem o seu último reduto.

Apresentam um bloco médio que se ajusta ao longo dos momentos do jogo, mas nunca fica excessivamente alto, nem extraordinariamente baixo. No início dos encontros, mostram-se bastante bem organizados, com duas linhas de 4 próximas, com pouco espaço entre elas e um bom controlo da largura, algo que se vai perdendo ao longo do jogo, tal como as imagens retratam. O controlo da profundidade é algo que pode ser melhorado e que não é favorecido pelo facto dos centrais não serem muito rápidos, não apresentarem os apoios bem colocados devido às inúmeras preocupações individuais que exibem, apesar de Guzmics vir revelando ser um central interessante também nesse momento. Utilizam uma base zonal para se disporem em campo, apesar de terem muitas referências individuais, particularmente os laterais, os centrais e Nágy. Estas referências levam à abertura de espaços que podem ser aproveitados pela selecção nacional, caso os jogadores portugueses tentem perceber aquilo que o adversário está a fazer e não jogar de cor. Nos jogos anteriores, devido a estes comportamentos, vários foram os lances em que a selecção húngara ficou em situação de igualdade numérica ou mesmo inferioridade, principalmente em situações de cruzamentos para área após combinações efectuadas pelo adversário ou no corredor central, quando as zonas de pressão nas faixas laterais não resultam. Outro ponto que contribui para que este problema seja maior, é o facto de não se verificarem grandes preocupações na ocupação desses espaços são abertos por parte de Nágy ou Gera, os médios destacados para auxiliar nesses momentos. Falham muitas vezes as coberturas defensivas.

Na transição defensiva são, normalmente, agressivos e assertivos de forma a tentarem recuperar a bola de forma célere e só quando não o conseguem, reagrupam e organizam-se mais atrás. Nesta fase, mais uma vez, Kleinheisler é o jogador mais importante, por ser muito agressivo na procura da bola.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bolas paradas:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Análise realizada em conjunto com o KBMASTER para a proscout.pt

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