Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Análise à Áustria

por P1nheir8, em 18.06.16

 No dia de hoje, Portugal defronta a Áustria no Euro 2016.

Vai ser um jogo completamente diferente daquele que aconteceu contra a Islândia - pelo menos na postura do adversário. A Áustria é uma equipa bastante mais ofensiva que os islandeses e que corre muitos riscos na procura pelo golo. Jogam normalmente em 1x4x2x3x1, mostrando mobilidade e dinâmica.

Sentirão a falta do central Aleksandar Dragović e do médio ofensivo Zlatko Junuzović. Dragović é o elemento de mais valia do quarteto defensivo e que é também muito importante na 1ª fase de construção. Já Junuzović é um jogador com um raio de acção enorme, e que dá muito em termos ofensivos, quer seja pela visão de jogo, passe, remate ou movimentações.

É uma selecção bastante atacante, que privilegia um jogo combinativo na 1ª fase de construção, tentando avançar assim com a bola. Correm alguns riscos no tipo de passes que fazem e na distância entre jogadores. Contudo, devido a jogarem com Marc Janko na frente, não se coíbem de tentar por vezes o jogo directo para o ponta de lança, quer seja para ele tocar de cabeça para os jogadores que se aproximam, quer seja para segurar a bola.

Jogam muito profundos e amplos, com a constante chega de segundas linhas à frente. Laterais subidos, médios perto dos avançados e os extremos a alternar entre a amplitude e o interior, estando muitas vezes na mesma linha que o ponta de lança. David Alaba com muitos movimentos de ruptura com bola, tentando furar pelo corredor central. Marko Arnautović gosta de vir para dentro com bola, tentando depois os passes de ruptura ou tabelas curtas.

Chegam constantemente com muitos jogadores a zonas de finalização, sendo que tanto chegam com bola a essas zonas pelo corredor central ou pelos corredores laterais. Preenchem bem a área, colocando 3, 4, ou até 5 jogadores na área depois de um cruzamento num lance de bola corrida.

Tentam muitas vezes os remates de longe, através de vários jogadores. Gostam também de variar rapidamente o centro do jogo, através de passes longos para os extremos quando estes estão bem abertos. Deixam poucos jogadores atrás e raramente têm coberturas ofensivas.

São rápidos em transição ofensiva, tentando também o jogo combinativo e saindo logo com vários jogadores para o ataque. Quando jogam em Marc Janko é para ele segurar e depois entregar, já que ele não é rápido para estas situações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se ofensivamente a Áustria mostra ser bastante capaz, já defensivamente são mais fracos.

É uma selecção muito pressionante, que coloca muitos jogadores avançados a pressionar a primeira fase de construção contrária, como poucas equipas fizeram até agora neste certame.

Os 3 médios, juntam-se aos 3 jogadores mais atacantes, e tentam direccionar os adversários para uma posse nos corredores laterais, onde aí colocam ainda mais gente para tentar evitar que a bola saia daquele espaço.

Sofrem muito com as variações rápidas do centro do jogo, quando a primeira linha de pressão é ultrapassada ou a bola sai dos corredores laterais para o corredor central, onde normalmente há muito espaço para explorar.

Outro espaço para ser explorado, é entre as linhas da Áustria. Com o avanço da linha de médios, a defesa normalmente não sobe e por vezes até recua, criando um enorme buraco entre sectores que pode ser explorado. São uma equipa profunda a defender e que nem sempre encurtam os espaços como um bloco compacto.

Quando a primeira linha de pressão é ultrapassada e os adversários não partem para o ataque rápido, tentam reorganizar-se com um bloco mais baixo, começando depois a pressão, mas deixam zonas descobertas nas costas dos médios.

Existem muitas referências individuais, sendo que o capitão Fuchs é aquele onde se nota mais esse aspecto, perseguindo o seu adversário para outras zonas. Esta descurar do seu espaço ainda se agrava mais porque Marko Arnautović (extremo esquerdo) não é muito adepto de recuar no terreno, nem de fechar o interior a defender.

Sentirão a falta de Aleksandar Dragović no seu sector mais recuado, já que é o melhor central. O espaço entre centrais e laterais pode ser explorado, sendo que fazem poucas coberturas defensivas.

Quando perdem a posse, reagem forte à perda, tentando recuperar logo e não deixar o adversário continuar o lance, mas têm algumas dificuldades em travar com sucesso as transições contrárias. David Alaba é o jogador mais forte nas transições defensivas e que melhor recupera. Já Julian Baumgartlinger demonstra mais dificuldades na transição defensiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bolas paradas:

 

 

 

 

 

 

*Análise realizada para a Proscout.pt

Autoria e outros dados (tags, etc)


2 comentários

De Ricardo Fernandes a 20.06.2016 às 17:23

Podias ter avisado :)

Alta qualidade como sempre. Abraço

De P1nheir8 a 21.06.2016 às 00:58

Boas Ricardo,

Esqueci-me completamente de avisar. Também nem estava a contar colocar aqui isto, mas depois acabei por o fazer. :)

É algo mais simples e sem vídeos, um pouco diferente.

Obrigado e vai por cá passando.

Um abraço.

Comentar post



Bola na rede


Contacte-nos por e-mail