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Jairo Riedewald está na história do Ajax, quando com 17 anos entrou nos minutos finais de um jogo a contar para a Eredivisie e, jogando numa posição que não é a sua, marcou os dois golos da reviravolta do emblema de Amesterdão, tornando-se no mais jovem marcador de sempre do clube.

Desde tenra idade que é visto como um grande talento do Ajax e do futebol holandês. Depois de experiências como médio defensivo e lateral esquerdo – posição que ocupa na selecção holandesa – é como central que se vem fixando na equipa sénior do Ajax, fazendo parceria com Joel Veltman.

Dotado de um pé esquerdo muito evoluído, é o estilo de central que Jorge Sampaoli certamente adoraria ter na selecção chilena: muito forte na primeira fase de construção da equipa, dominando o passe curto e médio com destreza, além de progredir muito bem com a redondinha nos pés, procurando sempre a melhor linha de passe possível. Um central com uma visão de 10, poderá ser uma observação indicada para descrever o jovem Jairo. Defensivamente, possui um timing de intercepção muito apurado, tentado ganhar muito dos duelos em antecipação. Posicionalmente, possui algumas deficiências, fruto de actuar numa equipa que tem poucas noções defensivas, onde se abrem autênticas crateras no meio campo defensivo. A nível do desarme, não é particularmente exímio, devendo tornar-se mais agressivo para roubar mais bolas. A nível do jogo aéreo, apresenta a sua maior pecha. Com 1,82m já apresenta algum défice físico quando comparado com alguns dos pontas de lança que surgem na sua área de acção e não tendo grande poder de impulsão, é um jogador algo vulnerável nesse tipo de lances, onde terá de melhorar muito para atingir um nível de excelência. Não tem grande aceleração, perdendo os jogadores nos primeiros metros, mas consegue compensar isso mesmo com uma velocidade normal.

 

Aqui rápido a reagir ao lance e a intercepção no último instante possível.

 

Recuperação de bola e preocupação em sair a jogar com qualidade.

 

Inteligente a ler o lance e interceptar a jogada adversária.

 

A forma lenta e algo despreocupada como recupera a posição e o espaço que deixa aberto para o outro central.

 

Dois exemplos da qualidade de passe que o caracteriza.

 

A forma como espera o momento certo para desarmar o adversário.

 

A capacidade que tem de progredir com a bola controlada.

 

A criatividade que revela ao nível do passe, buscando a melhor opção.

 

A preocupação em vir atrás oferecer uma linha de passe para construir apoiado desde trás.

 

 

Riechedly Bazoer apresentou-se à Europa no Europeu de sub-17 em 2012, onde a Holanda se sagrou campeã, tendo Bazoer realizado todos os minutos da competição apesar de ser um ano mais novo que a maioria dos jogadores a disputar a competição.

Aí impressionou pela sua qualidade e tranquilidade a jogar como defesa central. Na época seguinte, fruto do desejo de jogar numa posição onde pudesse ter a bola mais tempo em seu poder, protagonizou uma transferência surpreendente ao deixar o PSV, passando a integrar os quadros do Ajax, onde viria a despontar como médio centro, na época passada.

Podendo jogar na posição 6 ou posição 8, mas mostrando atributos mais direccionados para a segunda, Bazoer impressiona pela capacidade que demonstra no transporte e protecção da bola, mostrando igualmente boa capacidade de passe curto e médio. Destaca-se também nos passes em profundidade que efectua a solicitar os extremos. Dotado de um bom pé direito, também tem um remate forte, algo que não explora muito, na medida em que a aproximação às zonas de finalização é uma das áreas que deve aprimorar no seu jogo. É competente no drible, não sendo particularmente virtuoso nesse departamento do jogo. Agressivo nos duelos, quer pelo ar quer ao nível da relva, ganha bastantes bolas dessa forma, algo que também surge alicerçado na forte compleição física que exibe, 1,85m e 78 Kg. Relativamente ao posicionamento defensivo e transição defensiva, apresenta algumas lacunas, mas nota-se margem para melhorar, algo que será mais estimulado caso se transfira para um campeonato onde as exigências tácticas sejam mais notadas e trabalhadas pelos treinadores.

 

Exemplo de um lance que procura várias vezes, solicitando a subida dos laterais ou dos extremos.

 

A forma com tenta perturbar a acção do adversário, tapa a linha de passe e depois se demonstra algo perdido sobre o posicionamento que deve ocupar.

 

É atraído pela bola e depois fica apenas a olhar para o desenvolvimento do lance adversário em vez de baixar e colaborar na recuperação da bola. 

 

Mais um passe em profundidade, desta vez colocando a bola por cima do lateral adversário.

 

A forma como reage rápido à perda e pressiona o adversário, sendo que desta vez o movimento tem continuação e demonstra ser mais proactivo no reposicionamento.

 

Protege a bola com o corpo, temporiza e reinicia a jogada.

 

Rápido em transição defensiva, mostrando aqui um comportamento muito interessante para a realidade daquilo que é o jogador tipicamente holandês.

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