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A análise ao Olympiakos de Marco Silva

por P1nheir8, em 10.11.15

Marco Silva tem estado em grande destaque na Grécia. O treinador português de 38 anos, soma 10 vitórias em 10 jogos no campeonato grego, estando a uma vitória de igualar o recorde de 11 vitórias seguidas. Na Liga dos Campeões ficou no grupo do Bayern e Arsenal, mas está a um ponto da qualificação, tendo 9 pontos em 4 jogos. De destacar, a vitória por 2-3 no Emirates. É um treinador com bastante reconhecimento em Portugal, sendo o jovem treinador português com mais seguidores. Afinal, o que é este Olympiakos de Marco Silva?

Na equipa encontramos vários jogadores que são bem conhecidos pelos adeptos do futebol em Portugal. Roberto, Manuel da Costa, Leandro Salino, Hernâni, Felipe Pardo e Sebá não são desconhecidos para quem acompanha a Liga NOS. Não se pode dizer que a equipa tem um plantel com muita qualidade, mas claro, no contexto onde está inserido, é de longe o melhor do país. Tem jogadores bastante interessantes e que podem brevemente sair para outros clubes. Arthur Masuaku, Omar Elabdellaoui, Luka Milivojević ou Konstantinos Fortounis - o meu preferido -, são bons exemplos. 

A equipa joga normalmente em 4-2-3-1, mudando algumas vezes para o 4-4-2, dependendo da posição de Fortounis em campo. A equipa base é composta por Roberto na baliza, Masuaku a lateral esquerdo, Omar Elabdellaoui a lateral direito, Botía e Siovas a centrais, Kasami e Luka Milivojević na frente da defesa e Fortounis atrás do avançado que costuma ser Ideye. Nos extremos existe bastante rotatividade. Hernâni, Sebá, Pardo e Durmaz vão alterando entre o 11 titular e o banco de suplentes.

Passando a alguns lances dos dois jogos com o Dinamo Zagreb.

 

 

 

 

 

 

Bola no lateral e um dos movimentos típicos da equipa, colocando a bola nas costas da defesa. Não era fácil falhar este golo.

 

São uma equipa muito forte a reagir à perda e a recuperar defensivamente.

 

 

Boa troca de bola, bom movimento do avançado, mas depois ninguém acompanha.

 

Uma coisa que dá para notar em Marco Silva é que ele está muito diferente na sua forma de estar no banco. Sempre muito interventivo, a dar instruções e a corrigir o que está mal. Parece que agora vive mais o jogo.

 

 

Central a lançar longo para a desmarcação do avançado nas costas da defesa.

 

 

A forma como a equipa se transforma muitas vezes num 4-4-2, com Fortounis a juntar-se ao avançado na primeira linha de pressão.

 

 

 

 

 

Recuperação defensiva muito rápida, sempre com a equipa a bascular para o lado da bola, a encurtar os espaços com as linhas bem definidas e a obrigar a que a bola seja jogada para a ala.

 

Mais uma jogada típica, com o avançado a fazer a diagonal em profundidade nas costas da defesa.

 

 

 

Com pressão, a equipa tem dificuldades em sair a jogar e recorre várias vezes ao passe longo.

 

 

Falta de ideias e precipitação.

 

Mais um movimento nas costas. Este vai mesmo voltar a dar o golo da vitória.

 

Se o que se esperava deste Olympiakos era que tivesse uma equipa com boas ideias e processos ofensivos e pior na defesa, o que se verifica é precisamente o contrário. A equipa está já muito bem defensivamente, com ideias muito interessantes e que são a sua melhor parte no jogo. Defesa sempre subida, encurtar o espaço, tentar estar junto dos médios para fechar o espaço entre linhas e a preocupação de fechar o centro do terreno, dando sempre os corredores laterais aos adversários. Ainda há algumas falhas, já que Siovas - central que joga do lado esquerdo - tem ainda algumas dificuldades em perceber estes conceitos e tem um défice de atenção e de posicionamento em campo. Na parte ofensiva, a equipa parece-me ainda mal e com muito ainda por melhorar. Faltam ideias na frente, onde apenas Fortounis consegue desequilibrar com os seus movimentos. O jogo vai muitas vezes para os extremos, onde eles tentam o 1 para 1, ou são servidos através de bolas nas costas da defesa para depois cruzar. Ainda há muito espaço entre os jogadores e poucas maneiras de se conseguir levar a bola sem ser pelas alas. Claro que estas podem ser as ideias do treinador, mas parece-me que ainda há muito para melhorar na parte ofensiva.

Marco Silva tem estado bem até ao momento - já com muitos olhos da Europa nele. Um trabalho para continuar a ser acompanhado.

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